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quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Os poemas desse cara mexe comigo, e eu amo ler todos eles, a história dele mexeu comigo muito.. ta ai um deles.

Astro Fulgente

Fosse eu imóvel como tu, astro fulgente!

Não suspenso da noite com uma luz deserta,

A contemplar, com a pálpebra imortal aberta,

Monge da natureza, insone e paciente

As águas móveis na missão sacerdotal

De abluir, rodeando a terra, o humano litoral,

Ou vendo a nova máscara – caída leve

Sobre as montanhas, sobre os pântanos – da neve,

Não! mas firme e imutável sempre, a descansar

No seio que amadura de meu belo amor,

Para sentir, e sempre, o seu tranqüilo arfar,

Desperto, e sempre, numa inquietação-dulçor,

Para seu meigo respirar ouvir em sorte,

E sempre assim viver, ou desmaiar na morte.

John Keats

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